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Síndrome do Pinóquio no lar


“Aonde cê foi?”, pergunta a esposa. “É... eu tava ali na esquina conversando com o fulano de tal”. Alguns dias depois... “Mais uma vez você mentiu pra mim, né? Fiquei sabendo que você num tava conversando coisa nenhuma na esquina, cê tava era no bar!”“Amor, quanto custou a compra que você fez esse mês?”, questiona o marido. “Ah!... Custou tanto!”. Alguns dias depois... “Não acredito, você torrou todo o dinheiro para fazer compra? Você havia me dito outro valor! Mais uma vez você mentiu pra mim! Estou cansado de suas mentiras”.Uma mentirinha aqui, outra ali... É sob este pilar que diversos casais “constroem” o relacionamento. Em vez de um alicerce baseado na verdade e transparência de diálogo, muitos se enveredam pelo caminho da mentira.No início elas parecem não intimidar ou causar algum mal. São consideradas bobas, pequenas. Entretanto, quando a “bomba estoura”, é tarde de mais. Uma pequena mentira se transforma em uma grande “bola de neve”. E, muitas vezes, não adianta nem tentar justificar – principalmente se já é reincidente –, pois quanto mais se meche mais feio o ‘negócio’ fica.A verdade é que ninguém gosta de ser passado para trás. Ninguém quer ser enganado. E quando isso acontece, principalmente entre os cônjuges, algo primordial no casamento vai por água abaixo: a confiança. Quando se perde a confiança em um dos parceiros a tendência é o esfriamento do relacionamento, pois nada que a pessoa diga será levado a sério. O desconfiado pensará que é mais uma mentira.Os filhos e a questãoSabe aquele ditado: “Família unida permanece unida?” Pois é, não bastasse a mentira entre o casal, os filhos também acabam sendo atingidos. Eles vêem os pais falando mentira um para o outro. A tendência, então, é copiá-los, pois são pequenos e se espelham na figura deles. Quantas vezes já ouvimos mães dizendo: “Não conta nada pra seu pai, viu?”, além da mentira, também chegam a ameaçar: “Senão você vai apanhar”. Ou então, o pai diz: “A sua mãe não precisa saber...” Isso é o mesmo que dizer ao filho que ele pode mentir, ou que uma mentirinha de vez em quando não faz mal. Esse é o caráter que está sendo formado no filho.IdentificaçãoPara que mentir? A verdade, por mais dolorosa que seja, deve ser sempre dita. Muitas mágoas e brigas poderiam ser evitadas se a verdade estivesse em primeiro lugar. Em seu livro “Edificando um novo Lar”, o pastor Ciro Eustáquio e sua esposa Iara D’Arca Diniz, citam a seguinte frase: “Deus fez o homem e a mulher para viverem juntos, em uma identificação total”. No que você e seu cônjuge têm se identificado? É por meio das mentiras?Quem sabe você não tem percebido, mas está fazendo o seu cônjuge infeliz. Você está destruindo o seu relacionamento por meio das diversas mentirinhas que prega no seu dia-a-dia. Você diz que foi ali, quando na verdade esteve em outro lugar. Você mente que não disse algo, quando na verdade disse. O “Pinóquio” vai ter que sairVocê já deve ter ouvido falar do personagem Pinóquio, um menino-boneco que tinha o hábito de mentir e que, a cada vez que o fazia, seu nariz crescia. Saindo da ficção para a realidade, a “síndrome do nariz grande” ainda ataca muitas famílias e destrói casamentos. Por causa da mentira lares já foram desfeitos. Por causa da mentira filhos brigam com os seus pais e vice-versa. Que a mentira não tenha vez no seu lar. Em nome de Jesus ela tem que sair!Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira. (João 8.44.)


Ana Paula Costa redacao@lagoinha.com

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